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"...Como contador de casos e cronista de sua época, faz da
entrevista um prazer para seus ouvintes e para si próprio. Theophilo conhece
praticamente todos os homens importantes, assim como muitos anônimos, de seu
tempo. Lembra, por exemplo, da composição dos tribunais federais de há
quarenta anos, assim como do nome de clientes e colegas da época de seu tio
José Magalhães Pinto, do Banco Nacional, ou de seu primo José Luiz Magalhães
Lins, que considera um banqueiro exemplar."
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"... No Rio, trabalhava com meu tio e com meu primo,
José Luiz Magalhães
Lins, que numa determinada época foi considerado o banqueiro mais eficiente do mercado, e também o de maior simpatia, na opinião
dos clientes e da comunidade bancária. Ele costumava chegar no banco às sete horas da manhã, e
jamais saía antes das dez da noite. Começou lá embaixo e foi subindo sempre, por meio
próprio."
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"... Sua função era a principal e, sem dúvida, foi quem deu arranque ao banco para que se
transformasse num dos maiores do País. Através dele, num dado momento, o Banco Nacional se tornou um sério
concorrente, no Rio, do Banco Boavista, da família Guinle de Paula Machado, que era uma notória instituição
carioca. Dizia-se no mercado: “Só quem pode concorrer com o Boavista é o Zé
Luiz”."
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