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"Prêmio Walmap ( 1964 ) -
"O prêmio "Walmap" nasceu
em 1964, para suscitar o aparecimento de obras literárias acima do nível comum.
Seu idealizador, o banqueiro José Luiz de Magalhães Lins e o escritor
Antônio Olinto, lançaram-no pela coluna "Porta de Livraria", do
jornal O Globo (RJ). O nome Walmap, que passaria a designar o
maior e mais importante prêmio literário do Brasil, foi dado pelo banqueiro,
em homenagem ao seu tio Waldomiro Magalhães Pinto, fundador e primeiro diretor
do Banco Nacional de Minas Gerais. Dos seus 27 ganhadores, nestes últimos quatro
anos, apenas Almir de Andrade, Maria Alice Barroso e Sérgio Viotti eram nomes
já conhecidos. Os restantes 24 apareceram graças ao concurso. No ano do
lançamento, o prêmio para o autor do romance classificado em primeiro lugar
era de 2 mil cruzeiros, além da autorização para negociar a publicação da
obra e recebimento dos direitos autorias.
Nos seis meses em que as inscrições estiveram abertas, a
comissão julgadora recebeu 203 originais correspondentes. Dado o grande
interesse despertado, foi criado mais um prêmio de "menção
honrosa", e sete "menções para publicação". No ano seguinte o
BNMG acrescentaria mais quatro colocações, além da primeira. Lançado
em ano par, para premiação em ano ímpar, o "Walmap" já distinguiu
27 romances. O vencedor em 1965 foi Assis Brasil, com Beira Rio, Beira
vida; em 1967, Osvaldo França Júnior, com o romance Jorge, um
brasileiro; em 1969 venceu Sérgio Viotti, crítico de teatro de O Estado, com E
depois nosso exílio. Em 1971, o paraibano André de Figueiredo, com O
labirinto. Em 1973, Ledo Ivo, com Ninho de cobras. E , Em 1975, Carlos Drummond
de Andrade, com Impurezas do branco e Assis Brasil, com Os que bebem como cães
(romance)."
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