6. VIDA PROFISSIONAL

 

 

6.3 BANCO NACIONAL

Revista PN

Entrevista

13 de março de 1958

 

UM POUCO DE HISTÓRIA

"O Banco Nacional de Minas Gerais foi fundado em 1944 pelos irmãos (José - 1909 - e Waldomiro - 1911-1945) Magalhães Pinto. Ambos de descendência modesta começaram a vida como escriturários de bancos. José, com 16 anos, submeteu-se a concurso e foi admitido no Banco Hipotecário de Minas Gerais, transferindo-se mais tarde para o Banco da Lavoura de Minas Gerais como  gerente em Belo Horizonte. Pouco tempo depois, com 22 anos, se viu guinado ao posto de diretor do então pequeno banco, ao qual com o vigor de sua mocidade e do seu entusiasmo, deu as bases do que viria a ser hoje o maior estabelecimento bancário da América Latina.

Em 1944, tendo assinado o famoso "Manifesto dos Mineiros", retirou-se do Banco da Lavoura com seu irmão Waldomiro, superintendente do mesmo banco. Logo em seguida, com um grupo de amigos, os dois irmãos fundaram o BNMG, com um capital de Cr$ 60 milhões, bastante elevado para a época, mas que foi subscrito incontinenti, numa demonstração de confiança e apreço do povo.

Fundado em Belo Horizonte, ainda em 44 estendeu suas atividades à capital da República, voltando as vistas, em seguida, para outras praças.

Em 1945, Waldomiro morreu e, em homenagem, o endereço telegráfico do banco passou a ser  "Walmap".

Segundo o Sr. José Luiz Magalhães Lins, ainda hoje o BNMG é a atividade que mais apaixona seu tio - o Sr. José Magalhães PInto (Deputado Federal pela UDN mineira, de que é Presidente).

- O Presidente do BNMG muito tem dado de si a Minas e ao Brasil - assinala o Sr. José Luiz. Foi Secretário de Finanças de Minas durante o honrado e operoso governo do Sr. Milton Campos, foi Presidente da Associação Comercial de Minas Gerais, é diretor e fundador da Cia. de Seguros Minas Brasil e é professor catedrático da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Minas Gerais.

Comenta:

- Antes de tudo, porém, meu tio é um banqueiro. Graças à sua orientação é que todos nós temos podido fazer deste banco um estabelecimento modelar, que é hoje o que mais cresce no Brasil.

O entusiasmo de José Luiz é incontido. Poucos homens, neste país, falam com tanto calor e transmitem tanta segurança de que seus objetivos serão alcançados. É muito jovem: nasceu em 12 de abril de 1929. Entrou no BNMG com 18 anos. Cargo: datilógrafo. Depois, contador de agência, sub-gerência, chefe de pessoal e da produção e hoje gerente regional, tendo a seu cargo a superintendência das agências do Distrito Federal, Estado do Rio, Brasília e norte do país. Como já dissemos, entra no banco às 7 da manhã e nunca sai antes das 19 horas.

Para êle, este ano é de consolação, com expansão. Na verdade, vive pensando em mais números, mais depósitos para mais empréstimos. Também mais agências, indo ao encontro do público.

- Êste ano - informa - inauguraremos uma agência no centro varejista do Rio de Janeiro, ali na Gonçalves Dias, onde apresentaremos algumas novidades.

Vai buscar a planta da loja. Sua fisionomia se ilumina:

- Disporemos de um amplo salão com ar condicionado, recepcionista, máquina de escrever, telefone, para servir aos nossos clientes de outras praças que venham recomendados pelas nossas agências. Sem quaisquer ônus para êles, lhes daremos informações, reservaremos acomodações nos hotéis, traçaremos roteiros turísticos e lhes providenciaremos as passagens. Um serviço de relações públicas que os manterão cada vez mais ligados ao BNMG.

Mas não é só.

- No ano que vem - continua José Luiz -  inauguraremos nossa sede própria de 6 dos 22 andares do prédio que está sendo construído na Avenida Rio Branco, esquina com ouvidor. Faremos uma instalação com todos os requisitos da técnica moderna aplicada ao nosso setor de atividade: música funcional, sala de televisão, além da sala de recepção para os clientes, etc. "