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UM POUCO DE HISTÓRIA "O
Banco Nacional de Minas Gerais foi fundado em 1944 pelos irmãos (José - 1909 -
e Waldomiro - 1911-1945) Magalhães Pinto. Ambos de descendência modesta
começaram a vida como escriturários de bancos. José, com 16 anos, submeteu-se
a concurso e foi admitido no Banco Hipotecário de Minas Gerais, transferindo-se
mais tarde para o Banco da Lavoura de Minas Gerais como gerente em Belo
Horizonte. Pouco tempo depois, com 22 anos, se viu guinado ao posto de diretor do
então pequeno banco, ao qual com o vigor de sua mocidade e do seu entusiasmo,
deu as bases do que viria a ser hoje o maior estabelecimento bancário da
América Latina. Em 1944, tendo
assinado o famoso "Manifesto dos Mineiros", retirou-se do Banco da
Lavoura com seu irmão Waldomiro, superintendente do mesmo banco. Logo em
seguida, com um grupo de amigos, os dois irmãos fundaram o BNMG, com um capital
de Cr$ 60 milhões, bastante elevado para a época, mas que foi subscrito
incontinenti, numa demonstração de confiança e apreço do povo. Fundado
em Belo Horizonte, ainda em 44 estendeu suas atividades à capital da
República, voltando as vistas, em seguida, para outras praças. Em
1945, Waldomiro morreu e, em homenagem, o endereço telegráfico do banco passou
a ser "Walmap". Segundo o
Sr. José Luiz Magalhães Lins, ainda hoje o BNMG é a atividade que mais
apaixona seu tio - o Sr. José Magalhães PInto (Deputado Federal pela UDN
mineira, de que é Presidente). - O
Presidente do BNMG muito tem dado de si a Minas e ao Brasil - assinala o Sr. José
Luiz. Foi Secretário de Finanças de Minas durante o honrado e operoso governo do Sr. Milton Campos, foi Presidente da Associação Comercial de Minas
Gerais, é diretor e fundador da Cia. de Seguros Minas Brasil e é professor
catedrático da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Minas
Gerais. Comenta: -
Antes de tudo, porém, meu tio é um banqueiro. Graças à sua orientação é
que todos nós temos podido fazer deste banco um estabelecimento modelar, que é
hoje o que mais cresce no Brasil. O
entusiasmo de José Luiz é incontido. Poucos homens, neste país, falam
com tanto calor e transmitem tanta segurança de que seus objetivos serão
alcançados. É muito jovem: nasceu em 12 de abril de 1929. Entrou no BNMG com
18 anos. Cargo: datilógrafo. Depois, contador de agência, sub-gerência, chefe
de pessoal e da produção e hoje gerente regional, tendo a seu cargo a
superintendência das agências do Distrito Federal, Estado do Rio, Brasília e
norte do país. Como já dissemos, entra no banco às 7 da manhã e nunca sai
antes das 19 horas. Para êle, este
ano é de consolação, com expansão. Na verdade, vive pensando em mais
números, mais depósitos para mais empréstimos. Também mais agências, indo
ao encontro do público. - Êste ano
- informa - inauguraremos uma agência no centro varejista do Rio de Janeiro,
ali na Gonçalves Dias, onde apresentaremos algumas novidades. Vai
buscar a planta da loja. Sua fisionomia se ilumina: -
Disporemos de um amplo salão com ar condicionado, recepcionista, máquina de
escrever, telefone, para servir aos nossos clientes de outras praças que venham
recomendados pelas nossas agências. Sem quaisquer ônus para êles, lhes
daremos informações, reservaremos acomodações nos hotéis, traçaremos
roteiros turísticos e lhes providenciaremos as passagens. Um serviço de
relações públicas que os manterão cada vez mais ligados ao BNMG. Mas
não é só. - No ano que vem -
continua José Luiz - inauguraremos nossa sede própria de 6 dos 22
andares do prédio que está sendo construído na Avenida Rio Branco, esquina
com ouvidor. Faremos uma instalação com todos os requisitos da técnica
moderna aplicada ao nosso setor de atividade: música funcional, sala de
televisão, além da sala de recepção para os clientes, etc. "
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