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"... na porta de um elevador no Palácio do Planalto e Roberto Marinho fez o único comentário possível, um banal: "Que coisa,
heim ?". Evandro Carlos de Andrade nasceu no Maranhão, trabalhou na Floricultura da família, foi caixa de hotel e tentou ser advogado. Deve ter batido algum recorde porque
fez três vezes o primeiro ano de direito, em épocas e faculdades diferentes, e nunca foi adiante. Trabalhou no Diário Carioca de Horácio de Carvalho, cobriu a morte de Getúlio, as campanhas de Juscelino e Jânio, e foi articulista político do Jornal do Brasil, de O Estado de S. Paulo e do Jornal da Tarde antes de assumir a direção da redação de O Globo. Quem sugeriu o seu nome a Roberto Marinho foi a mais discreta das Eminências,
José Luiz de Magalhães Lins, amigo de ambos. Andrade teve dois encontros com Roberto Marinho e, logo no primeiro, avisou: "Eu sou papista". O cardeal cumpriria as ordens do pontífice de O Globo. Mas se discordasse, se demitiria. Demitiu-se três vezes, e nas três o papa voltou atrás em suas ordens e o convenceu a reconsiderar."
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