“Através do seu chefe-de-gabinete, coronel Newton Leitão,
que se tornou a face visível do Serviço na noite carioca e nos mais elegantes
restaurantes do centro, ligou a tomada do SNI ao banqueiro José Luiz de
Magalhães Lins, o bem informado e misantrópico diretor executivo do Banco
Nacional de Minas Gerais. Leitão circulava com ternos bem cortados e uma pistola
Walther PPK na cintura. Funcionava como o ouvido ambulante de Golbery. Essa
imagem era literal, pois o coronel gravava o que se dizia em sua sala ou em seu
telefone. Em maio de 1965, Heitor Ferreira anotou em seu diário: “Geisel leu os
telefonemas de Leitão com José Luiz”.[37]
[37]
Diário de Heitor Ferreira, 8 de maio de 1965
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