3. TRECHOS DE LIVROS

 

 

3.2 A DITADURA ENVERGONHADA

Elio Gaspari

Pág. 164 

 

“Através do seu chefe-de-gabinete, coronel Newton Leitão, que se tornou a face visível do Serviço na noite carioca e nos mais elegantes restaurantes do centro, ligou a tomada do SNI ao banqueiro José Luiz de Magalhães Lins, o bem informado e misantrópico diretor executivo do Banco Nacional de Minas Gerais. Leitão circulava com ternos bem cortados e uma pistola Walther PPK na cintura. Funcionava como o ouvido ambulante de Golbery. Essa imagem era literal, pois o coronel gravava o que se dizia em sua sala ou em seu telefone. Em maio de 1965, Heitor Ferreira anotou em seu diário: “Geisel leu os telefonemas de Leitão com José Luiz”.[37]

 


[37] Diário de Heitor Ferreira, 8 de maio de 1965

 

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