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“3 - ....Era o Otto Lara Resende (sempre este nome
fatal). E meu caro amigo e personagem convidou-me para almoçar com o Zé Luís,
no Banco Nacional de Minas Gerais. Há sujeitos que nascem, envelhecem e morrem e
não têm a sorte, rara e deslumbrante, de almoçar, ao mesmo tempo com dois
banqueiros. Dois!”
“4 - ... Entramos juntos, eu e o Otto, ou seja: - eu e
o mito, eu e o banqueiro. Já o Otto me advertira que, desta vez, o Zé Luís
premeditara um almoço suntuário. E, de fato., quando nos sentamos à mesa (ponho
a crase com o maior asco), apareceu um mordomo que não tinha nada a ver com a
vida real.”
“5 - ...E o meu almoço, com o Otto e o Zé Luís, foi
superiormente orientado por um mordomo de filme policial inglês...”
“6 – Começamos a comer com uma voracidade total. E, de
repente, na metade de um frango assado, descobrimos essa coisa linda: - eu era o
menino de Aldeia Campista, o Zé Luís o menino do Engenho Nôvo e o Otto o menino
de São João Del Rey....”
“7 - ...O Otto fez uma inconfidência esplêndida, com
relação a certos apetites incoercíveis do Zé Luís. Certa vez o escritor o
surpreendera comendo pipocas em bacias. Não resta dúvida: - o sujeito que come
pipocas em bacias está salvo.”
“8 - ...Já não havia mais nada para comer. E, então o
Zé Luís dá a ordem inesperada e surpreendente: - “Traz o sanduíche!” ....
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