“3 - .....Só recentemente é que, por acaso, conheci
uns dois ou três banqueiros. Um dêles foi o Zé Luís, do Banco Nacional de
Minas Gerais. Diz o Otto Lara Resende que o mineiro só é solidário no Câncer. O
Autran Dourado vais mais longe e afirma: - “O mineiro só é solidário na
exumação.” Pois bem. O mineiro Zé Luís já é solidário na brotoeja”.
“4 - Ainda outro dia, estive eu, com o Otto, no banco.
Íamos almoçar com o Zé Luís, que eu e o colega chamam de “ o Poder
Econômico”. Passamos lá uma hora e quebrados. Manda a verdade que se diga: - o
almoço estava péssimo. Durante todo o tempo, o Zé Luís martelava numa
tecla só: - “O que eu posso fazer pelo Grande Otelo?”...
“5 – Ora, o Zé Luís está a mil léguas da
usuraria do “Crime e Castigo”. Se Raskolnikov o conhecesse teria pendurado o
machado. Em vez de matar, havia de carregar o Zé Luís no colo. E o
Dostoievski não teria escrito nenhum “Crime e Castigo”. Só imagino o Raskolnikov
com um papagaio no Zé Luís ou, lá comigo e com o Otto, filando um almoço
execrável.”