“ 4 – Cito sempre o Zé Luís, do Banco Nacional de Minas Gerais. É bem o
nôvo brasileiro, com cara de ginasiano, que começa a fazer história, começa a
fazer Brasil. E o sujeito que fecha um grande negócio com o Zé Luís tem
vontade de perguntar-lhe: - “Como é? tem tomado muita carona em bonde?” E, no
entanto, esse menino que ainda podia usar o uniforme do Pedro II, vive cercado
de milhões por todos os lados. O romance, o conto, a poesia e a crônica estão
penduradas no Zé Luís. Raro o literato, ou subliterato patrício, que não
tenha lá, um papagaio. E mais: - o Zé Luís empresta pela inflexão. Com
uma inflexão piangente, o intelectual leva o dinheiro. O mais espantoso é que,
na data certa, o sujeito paga, com escandalosa pontualidade.”
“ 5 – Quem vê a ascensão de um Zé Luís pergunta se os velhos foram
varridos. Não.....”